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Broadcom quer que Qualcomm encerre negócios com royalties
A Broadcom planeja usar o impacto da decisão judicial que baniu telefones com alguns chips da Qualcomm que estariam infringindo suas patentes para forçar a rival a acabar com seu modelo de negócios baseados em royalties. O executivo-chefe da empresa, Scott McGregor, afirmou em entrevista na noite de quarta-feira, em Nova York, que os royalties violam as práticas padrão na indústria de chips.
"O verdadeiro cerne do assunto é que alguém está tentando se apegar a um modelo antiquado de negócios e não quer largá-lo", afirmou ele, rebatendo a alegação da Qualcomm que suas invenções estão no coração de muitos telefones portáteis que enviam e-mails e baixam vídeos.
Questionado se a Broadcom quer destruir o modelo de royalties da Qualcomm, McGregor respondeu: "Se o modelo de negócios deles é baseado em práticas injustas de comércio, sim".
No último dia 7, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu banir alguns aparelhos portáteis importados após descobrir que os novos processadores da Qualcomm infringem uma patente da Broadcom, que declarou-se disposta a negociar. A Qualcomm informou que as conversações emperraram porque a Broadcom insiste em acabar com seus royalties.
receita. Os royalties responderam por US$ 635 milhões em receita bruta para a Qualcomm e cerca de 67% de seu lucro para o 1º trimestre. Para analistas, a empresa pode gerar ainda mais royalties à medida que a indústria movimenta-se em direção a uma nova geração de celulares.
"A Broadcom está tentando usar este procedimento para destruir nosso negócio. A ITC inadvertidamente ajudou-os", afirmou o advogado-geral da Qualcomm, Lou Lupin. A empresa, que gastou ano passado US$ 1,5 bilhão com pesquisas, licencia suas tecnologias para mais de 100 companhias, ajudando assim os fabricantes a reduzirem seus custos, disse ele. A Broadcom usa um modelo vertical mais antigo, em que não deixa ninguém mais utilizar sua tecnologia, completou.
Mais conhecida por produzir chips para TVs, construir semicondutores para uma produtos como o iPod da Apple e o videogame Nintendo Wii, a Broadcom trabalhou com a Qualcomm até 2004. A empresa pretende conquistar 15% de participação no mercado de chips para telefones até 2009 ou 2010; em 2006, detinha apenas 1% do segmento, dominado pela Texas Instruments (31%) e Qualcomm (27%).
Fonte: Jornal do Comercio.