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Manaus poderá ser pólo de franquias

 

Manaus pode se transformar no mais novo pólo de vendas de franquias para outras regiões do país. A informação foi dada pelo diretor-presidente da empresa Amazônia Marcas & Patentes, Stênio Régis, que desenvolveu estudo em conjunto com especialistas do Núcleo de Propriedade Intelectual do Centro Empresarial Consorte, no início deste mês, sobre a potencialidade das marcas amazonenses.

Stênio Régis afirmou que nos critérios de avaliação e seleção, a pesquisa levou em conta, entre outros aspectos, o grau de organização e expansão da empresa, a personalidade da marca e a qualidade do produto ou serviço oferecido. “Em Manaus já existem marcas fortes com capacidade para se transformarem em franquias. Observamos cuidadosamente isso quando estivemos em grandes pontos comerciais da capital, como o Amazonas Shopping, onde o levantamento técnico constatou que 70% das lojas têm marcas próprias”, explicou.

Marcas conhecidas

De acordo com a pesquisa da Amazônia Marcas & Patentes, cerca de 500 marcas amazonenses já desenvolveram as condições iniciais para se tornarem potenciais franquias em outras regiões. Marcas como Bemol (loja de departamento), Cabelo de Anjo (centro de estética infantil), Gosto Gostoso (pizzaria), Alegro (bar e restaurante),Papaloka (bar overnight) e Cervejaria Fellice foram apontadas como algumas das mais fortes referências em atendimento ao cliente, qualidade e eficiência dos serviços, dinamicidade e competitividade.

Para a proprietária da Cabelo de Anjo, Marcela Zaranza, o fortalecimento da marca é o resultado do planejamento das ações e da habilidade em gerir a empresa de forma estratégica.

Segundo a empresária, o processo de expansão para franquia começou há alguns meses e a primeira unidade da marca já funciona em Porto Velho, Rondônia. “Apesar de estarmos na fase inicial de franquia e estarmos em busca de novos empreendedores, cujos objetivos estejam alinhados à proposta da Cabelo de Anjo, ficamos lisonjeados em sermos apontados como uma das marcas referenciais da pesquisa”, disse Marcela Zaranza.

Atendimento padronizado

O socioproprietário da Gosto Gostoso, Luiz Caldas, também admitiu que a empresa está em vias de franquear sua marca. Segundo ele, uma das metas da Gosto Gostoso, que já concluiu 80% do processo de transformação para franquia, é o cuidado de chegar a outros Estados da região, no início de 2008, com a mesma identidade corporativa. “Já produzimos até o perfil do franqueado e o contrato de padronização. Não queremos apenas instalar os equipamentos, mas orientar como os franqueados podem manter, entre outras coisas por exemplo, o mesmo padrão de atendimento e higiene”, asseverou Caldas.

Manaus tem perfil franquiador

Mas o diretor de expansão do Núcleo de Propriedade Intelectual do Centro Empresarial Consorte, Dilermando Portela, avisa que o primeiro passo para a transformação de uma empresa em franquia é assegurar sua marca como propriedade. Segundo ele, numa capital em franco desenvolvimento econômico, como Manaus, é de suma importância o registro da marca, pois ela assegura o desempenho positivo do produto no mercado, além de fazer parte do patrimônio da empresa.

“É através do registro da marca que qualquer empresa assegura a proteção de um signo identificador de um determinado produto ou serviço. Cada marca amazonense tem um valor específico de mercado. Não dá para calcular, por exemplo, quanto vale a marca Bemol ou uma Papaloka”, explicou.
Com relação à quantidade de marcas que surgem no mercado brasileiro, Portela citou dados oficiais do Instituto Nacional de Propriedade Industrial e do Departamento Nacional de Registro do Comércio, segundo os quais a cada 100 empresas abertas por ano, somente 20% registram sua marca. No Amazonas, de acordo com o diretor, o número é menor que 20%.
“Existe um mercado de 80% de empresas usando marcas de terceiros ou com suas marcas desprotegidas. O Amazonas, com todo esse potencial de marcas, pode ser alvo fácil para a apropriação indevida de empresários sem escrúpulos de outros Estados”, esclareceu. De acordo com a Amazônia Marcas & Patentes, foram depositados cerca de 180 processos de novas marcas no ano passado.
Na opinião do consultor empresarial Marcelo Salum, marcas famosas não apenas lucram mais como possuem maior participação de mercado. No entendimento do consultor, as marcas também fazem história na mente do consumidor e da sociedade e pode se tornar um símbolo infinito. “Um nome ou marca tem grande vantagem sobre a sua vida e o comportamento do público. Ela pode ganhar vida própria e viver mais tempo que o próprio criador da marca”, assegurou.

Fonte: Jornal do Commercio.

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